Coluna do Josias Miguel: Vaidade do poder

Tempos atrás, Clodovil, estilista e apresentador de programa televisivo, colocava em “saia justa” alguns personagens do mundo político e artístico quando dizia que a pessoa deveria calçar a sandália da humildade. Estivesse ele ainda vivo entre nós, encontraria em Itabuna muitos iguais aos que ele criticava à época.

É impressionante como o poder, que é efêmero, sobe para a cabeça de alguns ocupantes temporários de cargos públicos. Se afastam dos amigos, do convívio social, se blindam, uns trocam o número do celular e os que não fazem isso simplesmente não atendem mais chamadas de pessoas que não estejam em sua “nova” lista de contato. Pior de tudo é o famigerado Decreto de Lei 2.848, do ano de, pasmem, 1940 que prevê até prisão para o cidadão do povo que por ventura desacatar o servidor público, seu empregado, no sentido figurativo, mas que na prática é remunerado com recursos financeiros oriundos dos impostos e taxas que o contribuinte desembolsa para obter os serviços públicos que lhe é de direito.

Nem mesmo a imprensa, em seu trabalho de informar ao povo os atos da administração municipal, por exemplo, é tratada com o devido respeito. Ai do jornalista, por exemplo, que ouse questionar uma “autoridade” usando tom de voz mais alto, talvez. O ultrapassado Decreto poderá ser invocado. A agora “autoridade” está blindada e desdenha do povo, o “autoridade ” eleito vira as costas para os eleitores e, em sua maioria, menospreza seus outrora apoiadores.

Os trabalhadores da imprensa,durante campanhas eleitorais são considerados amigos, após,são estorvos.
Feliz do país que tem sua imprensa livre, onde pobres mortais como eu podem externar seus pensamentos e opiniões. A imprensa é ferramenta indispensável para a manutenção do sistema democrático, apesar de que alguns ocupantes de cargos públicos desejassem calar suas vozes.

O artigo de hoje dedico aos jornalistas que militam em todas as esferas da república, como forma de agradecimento por quanto são resistentes e como forma de desagravo aos novos “autoridades” que os cerceiam.

PARABÉNS AOS JORNALISTAS!

*Josias Miguel é marqueteiro e articulador político

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